quinta-feira, 7 de agosto de 2014


Professor do RN é Nota 10 em 2014


Para quem concorreu com  cerca de 3.500 projetos de todo o país, o professor de Artes Emanuel Alves Leite, 27 anos, disse que “não deixa de ser uma surpresa” o fato de seu projeto “Lugar de circo é na escola” estar entre os dez vencedores do Prêmio Educador Nota 10, promovido pela Fundação Victor Civita em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Para ele, o mais importante disso tudo “foi deixar o aprendizado para os alunos, como Léo, que disse ter achado sua profissão como palhaço”.
“Coringa” (ao centro) iniciou carreira em Umarizal e ajudou a criar a Cia Arte e Riso“Coringa” (ao centro) iniciou carreira em Umarizal e ajudou a criar a Cia Arte e Riso

Emanuel “Coringa”, como é mais conhecido o professor, afirmou que levou para dentro da sala de uma (turma do 9º ano do ensino fundamental), uma experiência de 12 anos como palhaço, uma carreira iniciada em Umarizal, na região Oeste do Rio Grande do Norte, onde ajudou a criar a Companhia Arte e Riso.

Com licenciatura em Teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - “fui da primeira turma, em 2007” -, Emanuel “Coringa” lembrou que concorrem à premiação trabalhos desenvolvidos no ano anterior. Segundo ele, o projeto “Lugar de circo é na escola” foi desenvolvido nos dois semestres de 2013 na Escola Estadual Professora Maria de Lourdes Bezerra, em Macau, na Zona Salineira do Estado, e contou com todo o apoio do diretor João Cândido e da coordenação pedagógica do estabelecimento escolar: “A direção da escola abriu suas portas, pois quem não conhece, pode ser uma experiência  assustadora”.

“Coringa” pediu transferência de Macau e hoje ensina Artes na Escola Estadual Santos Dumont. Em Parnamirim, mas ainda hoje acompanha de longe a herança deixada por seu trabalho numa escola do bairro Porto de São Pedro, na periferia de Macau, com as postagens fotográficas de ex-alunos na internet. “A gente trabalhou a linguagem e técnicas circenses em sala de aula, como a corda bamba, malabarismo e palhaçaria”.

O professor “Nota 10” do Rio Grande do Norte conta que diante dos trabalhos vistos em edições anteriores “é sempre um risco concorrer com trabalhos do país inteiro”. No entanto, ele disse que passou a confiar que poderia estar entre os dez melhores trabalhos, quando passou pelo crivo dos 50 trabalhos selecionados: “Ai passei a acreditar no prêmio, porque também me passaram a pedir mais informações”.

O trabalho de “Coringa” foi desenvolvido durante dois  durante dois bimestres, levando em consideração que se tratava apenas de uma aula de artes por semana, somando aproximadamente 16 aulas. Nas informações encaminhadas  aos organizadores do Prêmio Educador Nota 10, “Coringa” dizia que o alunado era formado por filhos de pescadores com uma renda mínima de um salário mínimo, além de um bairro com alto índice de criminalidade, o que  “aumenta a responsabilidade da escola em educar, instruir, dialogar, construir novos caminhos e mudar o preconceito existente com o bairro, por parte dos moradores da cidade”.

“Coringa” dizia, ainda, que ao iniciar o ano e se apresentar para as turmas, explicava que antes de ser professor e formado em Teatro fora palhaço, o que “gerou um burburinho na escola, um professor palhaço!”

Inicialmente, explicava ele,  tinha-se como propósito apresentar aos alunos dois universos de circos diferentes, “um bem conhecido dos mesmos, o circo popular, grande atrativo da cidade quando montado no espaço do antigo lixão situado no bairro onde a escola é localizada, e o outro, o circo moderno através dos estudos do Circo de Soleil, distante de suas realidades e para muitos totalmente desconhecido, mas capaz de ser entendido e estudado”.

O prêmio
O Prêmio Educador Nota 10 foi criado em 1998 e reconhece professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental e também gestores escolares de todo o país. Educadores, professores, gestores escolares e coordenadores pedagógicos, de diversos segmentos de ensino, inscrevem seu trabalho a cada edição do Prêmio em diferentes áreas de conhecimento.

Uma comissão selecionadora, composta por profissionais da Educação, especialistas nas diversas disciplinas, analisa todos os trabalhos recebidos e, entre eles, são escolhidos os 50 finalistas; dentre os finalistas são escolhidos os 20 premiados; e entre os premiados são escolhidos os dez Educadores Nota 10.

Nesses 17 anos de existência, o Prêmio Educador Nota 10   reconheceu o trabalho desenvolvido por mais de 180 educadores, entre professores e gestores, com a entrega de R$ 2 milhões em prêmios. Os dez finalistas receberam de prêmios uma assinatura anual da revista “Nova Escola”, um tablet e um vale presente no valor de R$ 15 mil.

Prêmio Educador Nota 10
Os vencedores de 2014

Ana Cláudia Santos
Língua Portuguesa – 6º ano
Trabalho “O povo conta”
Escola Estadual Padre Paulo
Santo Antônio do Monte – MG

Andréa de Fátima Dias Tambelli
Matemática – 2º ano
Trabalho “O trabalho com medidas”
Escola da Vila
São Paulo – SP

Ângela Maria Vieira
História – 6º ano
Trabalho “Os Guardiões dos Sambaquis”
Escola Municipal Profª Maria
Regina Leal
Joinville - SC

Emanuel Alves Leite
Arte – 9º ano
Trabalho “Lugar de circo é na escola”
Escola Estadual Profª Maria de Lourdes Bezerra
Macau – RN

Mara Elizabeth Mansani
Alfabetização – 1º ano
Trabalho “Escrevendo com Lengalenga”
EE Professora Laila Galep Sacker
Sorocaba – SP

Maria da Paz Melo
Arte – Multisseriada
Trabalho “O corpo como suporte do desenho”
E.M. Valéria Junqueira Paduan
Santa Rita do Sapucaí – MG

Marlene Garcia Alves
Matemática – 8º ano
Trabalho “Ser arquiteto por um dia”
Colégio Estadual do Ensino Médio e Fundamental Vale do
Saber
Apucarana – PR

Monique Godoi Gomes Lescura
Geografia – 8º ano
Trabalho “Desastre natural: informar para prevenir”
EM CAIC
Lorena – SP

Paula Aparecida Sestari
Educação Infantil – Pré-escola
Trabalho “Baía da Babitonga: nosso berçário natural”
Centro de Educação Infantil Odorico Fortunato
Joinville – SC

Renata Maria Pontes Cabral de Medeiros
Língua Portuguesa – 4º ano
Trabalho “As mil e uma noites”
EMEF Fabiano Alves de Freitas
Ituverava – SP

Fonte – Fundação Victor Civita

segunda-feira, 28 de julho de 2014

ABRINDO UM PARÊNTESE

Sábado, 26/07/2014...

...a convite do GRUPECOM (GALLUS COMPLEXO) - Grupo de estudo da Coplexidade de Ceará Mirim-RN, participei da palestra  "Mal Estar na Era Líquida" com o professor Alex Galeno, coordenado pelo Sociólogo Eriberto Moreira.
Durante a palestra eu pude ver o quanto é importante analisarmos os fatos em consonância com os aspectos motivadores que os impulsionam. Excelente a palestra, o tema e a interação. Parabéns aos organizadores e obrigado.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

BOM EXEMPLO

Professor usa exemplos práticos para aluno entender matemática

Em Salvador, o trabalho com os estudantes enfatiza a relação entre o conteúdo desenvolvido em sala de aula e formas geométricas planas e espaciais (foto: arquivo do professor Vanildo Silva)Professor de matemática em duas escolas de Salvador, no subúrbio ferroviário, Vanildo dos Santos Silva desenvolve, desde 2004, o projeto Uso de Materiais Manipuláveis nas Aulas de Geometria com Estudantes em Situação de Defasagem Escolar. O trabalho, que teve início na Escola Municipal da Fazenda Coutos, em um dos bairros mais pobres e violentos da região, surgiu de uma necessidade real, o desafio de ensinar matemática a estudantes com histórico de abandono, evasão e repetência.
“Desde meu primeiro contato com os alunos, percebi que, antes de iniciar qualquer intervenção pedagógica, minha prática docente precisaria ir além da lousa e do giz”, revela Vanildo. “As dificuldades apresentadas estavam evidentes e se constituíam em um desafio pessoal.”
O professor passou a pensar, então, em uma estratégia que apresentasse a linguagem matemática com aspectos concretos do cotidiano dos estudantes, sem perder de vista a parte formal e suas conexões. Sua intenção era propor “um modelo diferenciado” para trabalhar com matemática e assim induzir os estudantes a participar das aulas.
“Qualquer trabalho por meio da valorização de fórmulas, conceitos e propriedades, sem demonstrações, não representaria um modelo eficaz para a melhoria da qualidade de aprendizagem dos estudantes em situação de defasagem escolar”, diz o professor. Assim, em sua proposta de ensino de geometria, ele buscou o que é sugerido pelos parâmetros curriculares nacionais: “Um trabalho que enfatiza a relação entre os conteúdos estudados em sala de aula com as formas geométricas presentes no mundo físico, possibilitando a exploração de formas geométricas planas e espaciais”.
O projeto tenta estabelecer um diálogo entre os quatro blocos de conteúdos da matemática: números e operações; espaço e forma; grandezas e medidas e tratamento da informação. Os estudantes podem assim comparar e discernir aspectos como largura, comprimento, volume, número de faces e vértices, entre outros. “Quando os estudantes foram levados a explorar situações por meio de materiais manipuláveis, sentiram-se mais motivados e, por conseguinte, engajaram-se de maneira mais efetiva nas aulas e alcançaram melhores resultados na aprendizagem”, avalia.
Permanência — A finalidade do projeto está centrada em dois pontos cruciais: a permanência do estudante em sala de aula e a ruptura do autoconceito de “aluno fracassado”. Assim, de acordo com Vanildo, por mais que existam conteúdos que precedam outros, a hierarquização entre eles não deve ser tão rígida como tradicionalmente é apresentada. Os conteúdos devem ser organizados em função de uma conexão, na qual não precisam ser esgotados necessariamente de uma única vez. “Para que o projeto tenha êxito, principalmente na questão da permanência do aluno, é preciso estar atento à ênfase maior ou menor que deve ser dada a cada item, que pontos merecem mais atenção e quais não são tão essenciais”, ressalta o professor.
Segundo Vanildo, o projeto é desenvolvido também com alunos do Colégio Estadual Monteiro Lobato, no mesmo bairro. Ao longo dos anos, o trabalho tem passado por várias adequações.
Com o projeto, Vanildo foi premiado em duas edições do Prêmio Professores do Brasil (2004 e 2013). “Isso representa a confirmação de que esforços como esse podem ser úteis na busca por respostas de como lidar com a situação de defasagem escolar e questões relacionadas às dificuldades de aprendizagem”, ressalta o professor. Há 19 anos no magistério, Vanildo tem licenciatura em matemática e em ciências contábeis e especialização em planejamento e prática de ensino superior.

PARABÉNS CEARÁ MIRIM (RN- BRASIL)



Esta semana a Prefeitura de Ceará Mirim está com uma vasta programação que vai de 23 à 30 de julho, com várias atividades culturais, sociais, educativas e desportivas, alusivas  aos  156 anos de emancipação política.
Participe você também!

O Brasil e a Matemática

Ouro e prata em matemática

O Brasil conquistou uma medalha de ouro e três de prata na 4ª Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que terminou na última sexta-feira, dia 18, na cidade de Luanda, Angola.
DivulgaçãoEquipe brasileira vencedora de medalhas em Luanda (Angola)Equipe brasileira vencedora de medalhas em Luanda (Angola)

André Yuji Hisatsuga, de São Paulo-SP, garantiu a medalha de ouro para o país. A prata ficou com os estudantes João Guilherme Madeira Araújo, de Fortaleza-CE, Daniel Quintão de Moraes, do Rio de Janeiro-RJ e Guilherme Goulart Kowalczuk, de Porto Alegre-RS. A equipe nacional foi acompanhada pelos professores Edmilson Luis Rodrigues Motta e Guilherme Philippe Figueiredo, ambos de São Paulo-SP.

Este ano participaram da olimpíada as delegações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, representados por equipes de quatro estudantes de até 18 anos, totalizando 24 competidores. Criada em 2011, a olimpíada é um concurso que faz parte de uma estratégia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que tem por objetivos fortalecer e estimular o estudo da matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade, detectar jovens talentos e incentivar a troca de experiências entre os participantes. Este ano o evento aconteceu sob o lema “Com o conhecimento da matemática compreendemos melhor o mundo globalizado”.

A olimpíada
Durante as provas, realizadas individualmente nos dias 16 e 17 deste mês, os estudantes tiveram quatro horas e meia, em cada dia, para resolver três problemas de matemática, propostos pela banca e selecionados pelo júri internacional, formado pelos líderes dos países participantes. Os problemas abrangeram disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória.

A participação do Brasil na Olimpíada de Matemática da

CPLP é organizada pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que desempenha um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o Brasil.

A OBM é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (IMPA), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério da Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

EDUCAÇÃO BÁSICA


Olimpíada de matemática leva motivação a educadores e alunos

Duas escolas municipais com tempos de atividade diferentes, uma com 50 anos de história e outra com apenas dois anos, tomaram a mesma decisão em 2014. Elas resolveram romper o isolamento e inscrever seus alunos na 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Dos 18,1 milhões de estudantes inscritos na primeira fase da olimpíada, 409 representam essas duas escolas.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Cecília, do município de Viamão (RS), participa com 274 alunos do sexto ao nono anos, de 639 estudantes matriculados. A professora Rosaura Dille Girardi explica que assumiu a direção da escola neste ano e, em conjunto com os professores, resolveu entrar na Obmep. “Vim de outra escola que participava da olimpíada e decidi motivar os educadores e os alunos para a essa experiência”. Segundo Rosaura, a entrada na olimpíada motivou os alunos a estudar e melhorou a autoestima. A escola Santa Cecília tem 50 anos, informa a diretora, mas ainda não tinha dado esse passo.
Localizado na região metropolitana de Porto Alegre, Viamão tem 239,3 mil habitantes, segundo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2010. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do município em 2011 é de 4,7 pontos no quarto e quinto anos e de 3,7 pontos no oitavo e nono anos. Na 10ª Obmep, o Rio Grande do Sul inscreveu 2.998 escolas e 658,2 mil estudantes.
Distante cerca de 1800 quilômetros de Viamão, a Escola Municipal José Francisco de Melo, no município de Bom Jesus de Goiás, no Centro-Oeste, tem apenas dois anos de atividade e inscreveu 135 estudantes do sexto e sétimo anos na Obmep. Motivar os alunos é a bandeira da diretora Mirene de Almeida Cardoso Lopes.
Com a realização da primeira fase da olimpíada, que foi em 27 de maio, a diretora observou o despertar do interesse pela matemática e pela competição. Segundo Mirene, a melhor nota obtida pela escola foi de um estudante do sexto ano que era muito inquieto na sala de aula. Outra conquista destacada pela diretora foi a ótima aceitação dos alunos – nenhum estudante faltou à escola no dia da aplicação dos testes.
Bom Jesus de Goiás, que fica no sul do estado, distante 218 quilômetros de Goiânia, tem 21 mil habitantes, conforme o censo demográfico de 2010. O município registrou, em 2011, Ideb de 5,4 pontos no quarto e quinto anos e 4,1 pontos no oitavo e nono anos do ensino fundamental. Goiás tem 1.497 escolas e 598,4 mil estudantes inscritos na Obmep este ano.
Euforia – O município, segundo Mirene Lopes, vive um momento de descoberta e euforia na educação. O motivo da procura é a exigência de profissionais com ensino fundamental completo, feita pelas usinas de produção de álcool e açúcar instaladas há pouco tempo na região. Para conseguir emprego, o trabalhador precisa ler, escrever, saber matemática, diz a diretora.
Bom Jesus de Goiás, explica Mirene, era um município agrícola até o fim do século 20 e as opções de trabalho estavam nas fazendas. A chegada das usinas de cana de açúcar na última década criou opções de emprego, trouxe trabalhadores de diversos estados, especialmente do Nordeste, e a exigência de escolarização.
Aqui, diz Mirene, tem briga por vaga na educação infantil e, para atender os trabalhadores, o município criou uma escola que oferece diversas turmas de educação de jovens e adultos no turno da noite. Além dos pais que buscam a escola para garantir vaga nas usinas, Mirene relata outra boa consequência: os filhos também querem aprender e disputam vaga nas escolas.
Olimpíada – A 10ª Olimpíada Brasileira das Escolas Públicas recebeu este ano 18,1 milhões de inscrições de estudantes do ensino fundamental e médio, a adesão de 46.712 escolas situadas em 5.533 municípios, o que corresponde a 99,41% do número de prefeituras do país. As provas da primeira fase, realizadas nas escolas, foram em 27 de maio; a segunda fase, que será em centros de aplicação, acontece em 13 de setembro; a divulgação dos vencedores em 12 de dezembro.
Promovida pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, a olimpíada é realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Ionice Lorenzoni

quarta-feira, 9 de julho de 2014

CAPACITAR É PRECISO

Estudo revela que desempenho de alunos melhora em até 70% com professor capacitado

Capacitar os professores é a opção mais viável para melhorar o desempenho dos alunos. É o que aponta o estudo Formação Continuada de Professores no Brasil, do Instituto Ayrton Senna e do Boston Consulting Group, lançado nesta segunda-feira, 7, em São Paulo. A cerimônia de lançamento contou com a participação do ministro da Educação, Henrique Paim.

De acordo com o estudo, que apresenta desafios e oportunidades relacionados à formação continuada de docentes no Brasil, estudantes expostos a bons professores aprendem de 47% a 70% a mais do que aprenderiam em média em um ano escolar. A pesquisa ainda destaca que é possível atuar em todas as etapas da carreira, e promover a melhoria da formação em serviço apresentaria melhores resultados no curto prazo.

Segundo a presidenta do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, o estudo discute possíveis linhas de ação que podem contribuir para acelerar a formação continuada e a qualificação dos professores no Brasil. “A capacitação dos professores é a alavanca acionável para a melhoria da qualidade da educação no curto e médio prazo”, disse.

Segundo o ministro, o diagnóstico da pesquisa está de acordo com os levantamentos do Ministério da Educação, que identificam um distanciamento entre a formação oferecida nas universidades e a realidade nas salas de aula. “A palavra-chave é amadurecimento. A relação entre educação básica e a educação superior precisa ser aperfeiçoada para melhorar a formação inicial e continuada dos professores”, afirmou o ministro, reconhecendo a que este é um dos gargalos da educação no país.

Para o estudo Formação Continuada de Professores no Brasil, foram entrevistados, por meio eletrônico, 2.732 pessoas entre secretários de Educação, supervisores de ensino, diretores de escolas, coordenadores pedagógicos e professores entre novembro de 2012 e março de 2013.

Durante a cerimônia, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (Capes), anunciou um edital para desenvolver a formação de quadros em competência socioemocional (aptos a lidar com estudantes em situação de instabilidade), da graduação ao doutorado, em psicologia, pedagogia e licenciaturas. Serão oferecidas bolsas para 30 doutorandos, 60 mestrandos, 150 professores de educação básica das escolas públicas e 300 estudantes de graduação.

CAPACITAR É PRECISO!

Estudo revela que desempenho de alunos melhora em até 70% com professor capacitado


Capacitar os professores é a opção mais viável para melhorar o desempenho dos alunos. É o que aponta o estudo Formação Continuada de Professores no Brasil, do Instituto Ayrton Senna e do Boston Consulting Group, lançado nesta segunda-feira, 7, em São Paulo. A cerimônia de lançamento contou com a participação do ministro da Educação, Henrique Paim.

De acordo com o estudo, que apresenta desafios e oportunidades relacionados à formação continuada de docentes no Brasil, estudantes expostos a bons professores aprendem de 47% a 70% a mais do que aprenderiam em média em um ano escolar. A pesquisa ainda destaca que é possível atuar em todas as etapas da carreira, e promover a melhoria da formação em serviço apresentaria melhores resultados no curto prazo.

Segundo a presidenta do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, o estudo discute possíveis linhas de ação que podem contribuir para acelerar a formação continuada e a qualificação dos professores no Brasil. “A capacitação dos professores é a alavanca acionável para a melhoria da qualidade da educação no curto e médio prazo”, disse.

Segundo o ministro, o diagnóstico da pesquisa está de acordo com os levantamentos do Ministério da Educação, que identificam um distanciamento entre a formação oferecida nas universidades e a realidade nas salas de aula. “A palavra-chave é amadurecimento. A relação entre educação básica e a educação superior precisa ser aperfeiçoada para melhorar a formação inicial e continuada dos professores”, afirmou o ministro, reconhecendo a que este é um dos gargalos da educação no país.

Para o estudo Formação Continuada de Professores no Brasil, foram entrevistados, por meio eletrônico, 2.732 pessoas entre secretários de Educação, supervisores de ensino, diretores de escolas, coordenadores pedagógicos e professores entre novembro de 2012 e março de 2013.

Durante a cerimônia, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (Capes), anunciou um edital para desenvolver a formação de quadros em competência socioemocional (aptos a lidar com estudantes em situação de instabilidade), da graduação ao doutorado, em psicologia, pedagogia e licenciaturas. Serão oferecidas bolsas para 30 doutorandos, 60 mestrandos, 150 professores de educação básica das escolas públicas e 300 estudantes de graduação.

BRASILEIROS

Nas Olimpíadas de Matemática


 
Seis estudantes brasileiros embarcaram no último sábado, dia 5, com destino à Cidade do Cabo, na África do Sul, para disputar a Olimpíada Internacional de Matemática. A previsão é que cerca de 600 jovens de mais de 100 países participem do evento. A competição começou na última quinta-feira, dia 3, e vai até o dia 13 de julho.
Estudantes representam o Brasil em olimpíada de matemática que se realiza até o próximo dia 13Estudantes representam o Brasil em olimpíada de matemática que se realiza até o próximo dia 13

As provas da olimpíada iniciaram ontem, dia 8, e encerram hoje, dia 9. Em cada um dos dois dias, os estudantes terão quatro horas e meia para resolver três problemas de matemática, que abrangem disciplinas como álgebra, teoria dos números, análise combinatória e geometria.

Os estudantes brasileiros foram selecionados entre os vencedores da Olimpíada Brasileira de Matemática de 2013. Para integrar a equipe, passaram por um processo de seleção que incluiu uma bateria de provas e listas de exercícios resolvidas ao longo de seis meses, além de considerar a pontuação conquistada na disputa nacional.

A Olimpíada Internacional de Matemática é considerada o maior concurso de resolução de cálculos para estudantes do ensino médio do mundo. Promovida desde 1959 durante o mês de julho, sempre em um país diferente, a competição envolve a participação de estudantes entre 14 e 19 anos de idade, que resolvem provas de matemática em dois dias consecutivos.

O Brasil participa da competição desde 1979, e acumula 105 medalhas, sendo nove de ouro, 30 de prata e 66 de bronze, o que o torna o país latino-americano com maior número de premiações. Na competição do ano passado, a equipe brasileira conquistou três medalhas de prata, uma de bronze e duas menções honrosas.

A equipe que está em Cidade do Cabo é formada por Rodrigo Sanches Ângelo (SP), Murilo Corato Zanarella (SP), Alessandro de Oliveira Pacanowski (RJ), Victor Oliveira Reis (PE), Daniel Lima Braga (CE) e Alexandre Perozim de Faveri (SP). A equipe é acompanhada pelos professores Onofre Campos da Silva Farias (CE) e Samuel Barbosa Feitosa (BA). Antes da viagem, eles ficaram concentrados em São José do Rio Preto (SP), onde fizeram treinamento intensivo de preparação para a competição.

terça-feira, 24 de junho de 2014

MEC divulga resultado da segunda chamada do Sisu

Os estudantes devem comparecer à instituição para a qual foram selecionados e providenciar a matrícula nos dias 27 e 30 deste mês e 1º e 2 de julho.

Mariana Tokarnia, Agência Brasil,
Os estudantes devem comparecer à instituição para a qual foram selecionados e providenciar a matrícula nos dias 27 e 30 deste mês e 1º e 2 de julho.
O Ministério da Educação (MEC) divulga hoje (24) o resultado da segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no site do programa. Os estudantes devem comparecer à instituição para a qual foram selecionados e providenciar a matrícula nos dias 27 e 30 deste mês e 1º e 2 de julho. As instituições não receberão matrícula no fim de semana.
O Sisu é o sistema informatizado do MEC no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A seleção tem duas edições a cada ano. Puderam participar aqueles que fizeram o Enem de 2013 e não tiraram 0 na redação. Nesta edição do meio do ano, o sistema oferece 51.412 vagas e bateu recorde de inscrições.
Foram 1.214.259 candidatos inscritos, 54% a mais que no ano passado, quando foram registrados 788.819 candidatos. O sistema oferece 51.412 vagas em 1.447 cursos de 67 instituições de educação superior federais e estaduais. Os candidatos que não forem convocados nas duas chamadas poderão integrar a lista de espera de 24 de junho a 7 de julho.