segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

NÚMERO DE OURO

Ele está em todo lugar

O número de ouro é uma das teorias mais surpreendentes da matemática – e também a que mais está envolvida em mentiras. Ela fala de uma unidade irracional que estaria presente em vários elementos da natureza, da arquitetura e até do corpo humano.
Escravos? Que nada! Quem fez isso foi a matemática. 
Representado pelo símbolo grego Phi (f), o número 1,6180, que seria equivalente à razão diagonal/lado de um pentágono regular, é estudado desde a Antiguidade por matemáticos. Ele indicaria a harmonia, por isso estaria presente em obras de Leonardo da Vinci, construções como as Pirâmides do Egito e até no comprimento das falanges humanas. Mas isso também o levou a ser questionado por muitos outros teóricos recentes, que afirmam que a presença dele em obras de arte é pura especulação.

O poder do “4”

Essa aqui é mérito nacional e bastante conhecido de quem já gostava de matemática na infância. Escrito pelo brasileiro Júlio César de Melo e Sousa, sob o pseudônimo Malba Tahan, o livro “O Homem que Calculava” trazia, entre outras teorias, a dos “quatro quatros”.
Nem precisa de tudo isso: o 4 dá conta do recado. 
Segundo ela, é possível formar qualquer número inteiro de 0 a 100 utilizando quatro numerais 4 e sinais de operações matemáticas, como soma, divisão, exponenciação ou fatorial. Deseja obter um “3”? É só fazer a seguinte operação: (4+4+4)/4. Fãs de Tahan já afirmam conseguir obter qualquer número até a casa dos 100.000. Será que você consegue?

Aluno sai com cada uma...

 
Essa foi boa!

Pesquisando, encontrei.

Educador jovem domina procura por mestrado em matemática


 
O Profmat registrou, nas três edições realizadas, que as notas mais elevadas são dos professores com menos de dez anos de graduação e que o melhor desempenho é dos educadores na faixa etária de 23 a 27 anos (foto: cmc-usp.blogspot.com)Nas três primeiras edições, de 2011 a 2013, o programa Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat) registrou maior procura de professores jovens, com menos de dez anos de graduação, e de aprovados, de modo majoritário, das regiões Sudeste e Nordeste. A maioria do sexo masculino. Esses dados fazem parte do estudo Uma Análise Qualiquantitativa de Perfis de Candidatos do Profmat, agora divulgada no portal do programa.
O documento, de 198 páginas, foi elaborado a partir de dados fornecidos pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e de questionário digital desenvolvido e aplicado por pesquisadores. O Profmat é um programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que oferece bolsas de estudo para mestrado a professores de matemática das redes públicas. Os cursos, semipresenciais, têm duração de 24 meses, em instituições de educação superior do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), em parceria com a SBM.
De 2011 a 2013, conforme o documento, o Profmat ofereceu 4.337 vagas em seleções anuais e registrou 75,1 mil professores interessados no mestrado. Fizeram as provas de seleção 40,6 mil educadores. Nas três edições, diz o estudo, as regiões Sudeste e Nordeste tiveram destaque quanto à procura de candidatos. Em 2011, o Nordeste registrou 33%; o Sudeste, 32%. Em 2012, o Nordeste teve 31%; o Sudeste, 32%. Em 2013, o Nordeste aparece com 34%; o Sudeste, 33%.
Perfil — Ao se deter sobre o perfil dos classificados, o estudo aponta em todos os anos que o maior contingente de professores tem formação em matemática — cerca de 90%. A segunda posição é de graduados em outras áreas, seguidos por físicos e engenheiros.
No que se refere ao tempo decorrido entre a graduação e a candidatura ao mestrado, a maior parte dos classificados tem de cinco a nove anos. Do mesmo modo, as notas mais elevadas estão entre os professores com menos de dez anos de graduação. Em todos os anos da série pesquisada, o estudo constata que o melhor desempenho é dos educadores na faixa etária de 23 a 27 anos, mas que o desempenho considerado excepcional, com notas maiores ou iguais a 80 pontos, é dos classificados na faixa de 28 a 32 anos de idade.
Com relação ao gênero, nas três edições do Profmat, a maioria dos candidatos é do sexo masculino, que também obteve as melhores notas. Em 2011, 2012 e 2013, as mulheres representaram cerca de 20% dos classificados.
Na parte final da análise, há a constatação de que o mestrado, embora oferecido em todas as regiões do país, ainda não chegou a localidades com grande carência de capacitação de professores de matemática, uma vez que os polos estão concentrados nas capitais. Na região Norte, são oito universidades e oito polos; no Nordeste, 18 instituições e 25 polos; no Centro-Oeste, seis universidades e 11 polos; no Sudeste, 18 instituições e 25 polos; no Sul, oito universidades e nove polos.
Autoestima — O programa, segundo o estudo, aponta um cenário marcado em todo o país por histórias de superação pessoal e profissional, de enfrentamento de dificuldades diversas e de elevação da autoestima de centenas de educadores. A análise é concluída com a sugestão de um estudo microssociológico sobre casos de professores que tiveram histórias positivamente afetadas pelo programa. “Professores que se apoiam na formação promovida pelo Profmat para reinventar sua prática docente, reavaliar seu papel social e para se recolocar como profissionais fundamentais que são”, ressalta a análise em suas considerações finais.
Para a edição de 2014, o Profmat recebeu 16.431 inscrições ao exame de acesso. A oferta é de 1,5 mil vagas. A seleção foi realizada no segundo semestre do ano passado.

Pensando e resolvendo

Matemática



Desafios Matemáticos
Desafios Matemáticos: Será que você consegue resolver?

Desafio do Aniversário

Em um grupo de 40 pessoas, qual a probabilidade de pelo menos duas fazerem aniversário no mesmo dia?

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Aula dinâmica e descontraída facilita ensino de matemática

Aulas mais atrativas, que procuram integrar atividades lúdicas com o conteúdo proposto pela disciplina, são as propostas do projeto Brincando de Matemática, idealizado pela professora Amanda Oliveira de Souza Araújo. Bem aceito pelos estudantes, o trabalho foi um dos vencedores da sétima edição do prêmio Professores do Brasil, na categoria Temas Livres, subcategoria Séries ou Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

O método de ensino desperta a curiosidade dos estudantes por meio de jogos que estimulam a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Além disso, com atividades desenvolvidas em grupo, os alunos podem trocar ideias e compartilhar o conhecimento. A professora buscou inspiração ao constatar a falta de conhecimentos básicos de matemática e o desinteresse dos alunos nas aulas tradicionais. Alguns estudantes chegavam a apresentar reações de antipatia pela matéria e até de medo.

“O objetivo geral do projeto é dinamizar as aulas de matemática, de modo que os alunos participem ativamente e construam conhecimentos de forma lúdica e prazerosa”, explica Amanda, professora da Escola Estadual de Ensino Fundamental Alexandre de Gusmão, em Nova Brasilândia d’Oeste, Rondônia.

Na visão da professora, os jogos e as brincadeiras são importantes no desenvolvimento das atividades de matemática. Entre as razões, ela cita a possibilidade de se criar um ambiente alegre e descontraído, “essencial a uma proposta de aprendizagem significativa”, os estímulos à interação, o desenvolvimento de atitudes éticas e de respeito, de criar e seguir as regras dos jogos e de colaboração.

De acordo com Amanda, os estudantes devem se tornar agentes ativos no processo de aprendizagem e vivenciar a construção do conhecimento. Ela salienta que cabe ao professor, como orientador dos alunos, oferecer a oportunidade para que eles formem o hábito de pensar e criar as próprias estratégias, desenvolver o raciocínio, adquirir mais segurança e fazer redescobertas. As aulas devem ser práticas e interessantes para que o aluno possa se sentir motivado e desafiado a construir o conhecimento de maneira agradável. “As aulas precisam ter sabor, despertar a curiosidade e ter significado para o educando”, ressalta.

Recursos — Durante a execução do projeto foram usados recursos como ábaco, quebra-cabeça Tangram, bloco lógico, fita métrica, balança, computadores, jogos fabricados pelos alunos, palitos de picolé, embalagens de produtos e outros materiais reciclados. Esse material ajudou os estudantes a apreender conteúdo relativo a medidas de tempo, massa, comprimento e capacidade, área e perímetro, sólidos geométricos, adição, multiplicação e subtração e frações equivalentes, próprias e impróprias. “O projeto proporcionou notável desenvolvimento dos alunos na aprendizagem e também no interesse pelas aulas”, destaca a professora.

Graduada em pedagogia (séries iniciais), pós-graduada em psicopedagogia e com 15 anos de experiência em sala de aula, Amanda diz que o prêmio representa um marco em sua vida, pois permitiu que levasse a sala de aula para todo o Brasil. “Conquistei a confiança da comunidade escolar e a valorização da escola”, destaca.

Fátima Schenini

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

ATENÇÃO, MUITA ATENÇÃO!

Governo prorroga matrículas na rede estadual de Educação

O Governo do Estado decidiu prorrogar o período de matrículas na rede pública estadual de Educação. O período para o formalização do vínculo dos alunos havia sido finalizado ontem (22), mas os estudantes terão até a sexta-feira (27) para a realização das matrículas através do site www.sigeduc.rn.gov.br.

Para a realização da matrícula através da internet, o estudante deverá ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF). Para garantir o acesso às matrículas aos estudantes que não possuem o CPF, a Secretaria de Educação firmou parceria com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) para que o documento seja emitido na própria sede da Educação.

No momento da matrícula, o estudante deve selecionar duas opções de escolas. A seleção dos estudantes por escola se dá através de critérios definidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB, como proximidade com a escola, se já possui irmão estudando na unidade e se o aluno está na faixa etária escolar adequada. A previsão inicial era que a matrícula fosse confirmada até o dia 30 de dezembro.

Até sexta-feira passada, 130 mil estudantes solicitaram suas matrículas por meio do SIGEduc. Do total, 33 mil é o número de novos alunos, que irão ingressar na rede. Os demais correspondem a renovações.

Fonte: Tribuna do Norte

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013


Matrículas para as escolas da rede estadual terminam domingo

O período de solicitação de matrículas para as escolas estaduais em 2014 termina neste domingo (22). O estudante que deseja ingressar na rede estadual deve acessar o site do Governo do Estado (www.sigeduc.rn.gov.br) e solicitar sua vaga. O resultado da matrícula será divulgado no dia 30 de dezembro.

Os alunos que já estão na rede e desejam mudar para outra escola estadual também devem solicitar a sua transferência pelo sistema. Já os estudantes que irão permanecer nas escolas estaduais em que estudam atualmente precisam solicitar a renovação de matrícula nas secretarias das unidades.

Testado na matrícula 2013 em Natal, o Sistema Integrado de Gestão da Educação – SIGEduc, está sendo utilizado pela primeira vez para as matrículas nas escolas do interior do Estado. Quando o ano letivo for iniciado, ele vai possibilitar aos alunos, professores, gestores e familiares o acesso aos recursos e informações relacionadas às rotinas escolares.

O aluno fará não apenas sua matrícula online, mas acompanhará suas notas e frequências, os conteúdos curriculares, poderá interagir com os professores e outros alunos da turma, receberá comunicados e terá acesso aos dados e mapas de localização da sua escola.

Entre os principais benefícios também estão o aplicativo Diário de Classe para tablets, transparência e acesso aos dados escolares, mapa georeferenciado, com localização das escolas da rede por mapas e rotas de transporte coletivo escolar, dados sobre a vida escolar do aluno e perfil dos professores, por escola, organização das turmas de alunos por série e modalidades de ensino, vagas disponíveis por escola, reordenamento e enturmação de alunos.

Mesmo quem não está inserido na comunidade escolar pode conferir algumas funcionalidades, como a consulta às escolas por bairro, distrito ou município, consulta de unidades escolares próximas a sua residência, com a possibilidade de indicação de rotas para se chegar ao local, e visualização do mapa de unidades por todo o Estado.
Fonte: Tribuna do Norte

terça-feira, 3 de dezembro de 2013



Avaliação internacional constata maior avanço do Brasil em matemática



Resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2012 demonstram que o Brasil é o país que mais avançou no resultado de matemática entre todos os avaliados. O desempenho dos estudantes brasileiros na faixa etária de 15 anos passou de 356 para 391 pontos no período entre 2003 e 2012.

“Estamos comparando a evolução do Brasil neste período com países que investem muito mais por estudante e tivemos um avanço maior”, disse nesta terça-feira, 3, em Brasília, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. “Ou seja, estamos fazendo muito com menos investimento em relação à média dos países da OCDE.”

No Pisa de 2012, que teve como foco a área de matemática, foram avaliados 18.589 estudantes brasileiros, de 767 escolas — uma das maiores amostras dessa edição.

De acordo com o relatório da OCDE, o Brasil teve destacado crescimento também em outras áreas avaliadas. Em leitura, por exemplo, o desempenho chegou a 410 pontos; na área de ciências, a 405. A OCDE destaca que o Brasil teve êxito em assegurar ambiente de ensino propício ao aprendizado dos estudantes. Além disso, a melhora no desempenho foi acompanhada da inclusão de mais de 420 mil estudantes na faixa dos 15 anos — a segunda maior taxa de inclusão, atrás apenas da Indonésia.

“Conseguimos aumentar a cobertura de matrículas, reduzir a repetência e avançar na aprendizagem, em especial na matemática”, ressalta Mercadante. Para o ministro, diversas iniciativas do governo federal ao longo da última década contribuíram para a evolução dos estudantes brasileiros na avaliação, como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep); o aumento de repasses para as redes estaduais, com a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); o apoio à formação e à valorização do professor e o lançamento do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio.

Qualidade — Aplicado pela primeira vez em 2000, o Pisa avalia estudantes de 15 anos — nessa faixa etária, pressupõe-se o encerramento da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países. As provas são aplicadas a cada três anos e abrangem leitura, matemática e ciências.

O objetivo do programa é produzir indicadores que contribuam para a discussão da qualidade da educação nos países participantes para subsidiar políticas de melhoria da educação básica. A última edição do Pisa contou com 65 países. Além dos 34 integrantes da OCDE, realizam o exame estudantes de países como China e México. Na América do Sul, participaram Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai, além do Brasil.

Assessoria de Comunicação Social do Inep

domingo, 1 de dezembro de 2013

SITUAÇÃO DAS NOSSAS ESCOLAS

Ano letivo em recuperação

Daísa Alves
repórter

Eram 14h, e pouco a pouco a sala de aula se esvaziava. Os poucos alunos da turma se dispersavam entre conversas nos espaçados corredores, entretenimento no celular, ou até completando uma atividade da aula passada. A turma do 1° ano de ensino médio da Escola Estadual Wilston Churchill assistiu a única aula do dia, de geografia, e os estudantes já se despediam da escola. Para as disciplinas seguintes, de filosofia e português, não há professor. Essa turma de estudantes, e  de outras escolas estaduais, corre o risco de terminar o ano sem ter tido nenhuma aula de várias disciplinas. Segundo  Betânia Ramalho, secretária do Estado de Educação (Seec), o conteúdo das aulas em falta serão repostos com o prolongamento Redo ano letivo em regime de ensino intensivo.

De acordo com a Seec, do total de 167 escolas estaduais de Natal, cerca de 22 estão em situação de emergência. A falta de professores já é um problema recorrente das escolas públicas, no entanto, a situação foi agravada após o reordenamento da carga horária dos professores da rede estadual, que acarretou o descobrimento de turmas em disciplinas pontuais.

 Jarbas Oliveira, 17, migrou do município de Pilões, para Natal, a fim de terminar seu ensino médio “na capital”. Com a falta de três disciplinas, ele acredita que estaria melhor na escola antiga. “Somente na quinta tenho o horário de aula completo”. Talvez, seu objetivo de estudar Farmácia, seja adiado por mais um ano.

Tainá França, 18, estudante do primeiro ano, fez a prova do Enem esse ano e sentiu a falta dos conteúdos, principalmente de História. “Não tive nem uma semana de aula. Se tivesse, poderia ter tirado nota melhor”, conta a estudante que mora em Bom Pastor e se desloca todos os dias a escola. “É complicado, vir, pagar passagem pra assistir só uma aula”.

Na E.E. Wilston Churchill, localizada em Cidade Alta, existem turmas com lacunas de aulas de matemática, história, filosofia, português, inglês e sociologia. De acordo com a diretora da escola, Maria Eliane de Carvalho Han, atualmente, para suprir a demanda em falta, seriam necessários mais 13 professores. No turno da manhã a situação foi amenizada pela junção de quatro turmas há dois meses. Mas ainda há outro problema. O lançamento das notas é de responsabilidade do professor específico da turma, nem a direção ou coordenação tem acesso ao sistema das notas. E quanto aos que estão com a falta de aulas, não existe previsão para reposição pela direção.

 As lacunas de aula contribuem também para o esvaziamento na sala de aula. Turmas de 30 alunos, com apenas 15 em sala. É desestimulante ir à escola e não ter aulas, concordam alunos e diretora. a diretora 15h45 da tarde, nenhuma turma mais em aula.

Na E.E. Edgar Barbosa, localizada em Lagoa Nova, a situação se repete, com soluções de amenização recentes. Cerca de cinco turmas  chegam ao final do ano prejudicadas com a falta de professores para Matemática, Inglês, Filosofia, Física e geografia.  Há dois meses, a escola recebeu suprimento de professores. Alguns substituíram durante a semana e outros estão ministrando aula aos sábados. “Para 2014 amenizamos os prejuízos no conteúdo, só torcemos para ter professor próximo ano”, declara Ilkécia da Silva, vice-diretora da escola.

“Teve dias que a gente veio só para gastar a passagem”, relata Felipe Gabriel Lima, 17, sobre o inicio do segundo semestre. Para acelerar o conteúdo de História, o professor está passando trabalhos para a turma e no sistema de reposição de filosofia, ele não pode vir aos sábados. “Mesmo com os novos professores, a gente tem prejuízo”, lamenta.

“Não fiz o Enem porque não estava preparada nos conteúdos”, relata Lidiane Honorato, 17. Ela chegou a pensar em mudar de escola, mas ficou com medo de encontrar a mesma situação. Na sua turma falta professor de sociologia, inglês e filosofia.

Na E.E. Anísio Teixeira, localizada em Petrópolis, três turmas tem falta de horários de aula nas disciplinas de biologia, geografia e sociologia – uma turma cada, todas do segundo ano. O problema se apresenta o ano inteiro. Francisco Neris Viana, diretor do Anísio Teixeira, acredita que vai resolver a situação com reposição de conteúdo no ano seguinte.

Fonte: TN